25/03/2025

Segredos escritos

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“Segredos escritos”
Apenas Você e Eu — Capítulo II 
Fairy Tail (フェアリーテイル

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Lucila não saberia precisar com exatidão quando foi que havia se encontrado com Natsuhiko — e, para ser honesta, também não fazia questão. Sim, lembrava-se vagamente de uma caminhada chuvosa ao lado dele, mas convenhamos, aquilo fora há meses! Uma eternidade. Se tanto, um borrão irrelevante em meio às coisas muito mais importantes de sua vida.

De fato, às vezes cogitava se ele sequer existira ou se não passava de uma invenção momentânea de sua mente criativa. Porque, sejamos francos, ninguém era tão gentil, tão atencioso, tão... perfeito. Era muito mais provável que tivesse projetado nele os traços heroicos dos romances que lia, atribuindo-lhe qualidades que, na realidade, não passavam de delírios sentimentais tolos.

E, ainda que uma parte absolutamente insignificante de si pudesse sentir alguma curiosidade sobre seu paradeiro, isso de forma alguma significava que estava pensando nele. Por favor! Não era uma dessas mocinhas impressionáveis que suspiravam pelos cantos por causa de um sorriso bonito e dois minutos de conversa. Sequer se lembrava do tom exato de sua voz. Ou da maneira como ele franzia ligeiramente o cenho ao escutar algo inesperado. Ou de como seu riso, por alguma razão insondável, parecia iluminar o ambiente ao redor.

Mas, enfim! A questão é que já seguira em frente. Tinha uma vida plena, estava absolutamente realizada e independente, com seu trabalho no jornal e suas histórias que definitivamente não tinham qualquer inspiração em encontros aleatórios com rapazes desconhecidos. Agora, no fim de maio, a única coisa em sua mente era o piquenique que organizara com os amigos para assistir ao festival do Hanami. Um evento cultural, profundo e poético—bem diferente de qualquer frivolidade romântica.

Porque romance? Francamente. Quem precisa disso?

Ah, mas que ideia absurdamente encantadora era essa de um festival de primavera! Não que fosse algo tão especial assim, claro. Apenas um evento comum, um pretexto perfeitamente racional para passar o dia ao ar livre, apreciando a natureza e desfrutando da companhia dos amigos. Nada que justificasse, de forma alguma, o brilho incomum em seus olhos ou a inquietação quase infantil que a fazia querer sair saltitando por aí.

De modo algum.

Ela só estava… entusiasmada de maneira moderada e plenamente justificada. Afinal, festivais de rua eram sempre interessantes. A primavera era uma estação agradável. E se, por ventura, sua animação nos últimos dias tivesse sido levemente desproporcional, bem… nada além da mais pura e genuína apreciação cultural.

E agora, finalmente, o grande dia havia chegado.

Não que estivesse contando as horas ou algo assim. Longe disso.

Waaah, tão lindo!! — ela exclamou, a voz transbordando um encantamento quase infantil. Seus olhos, grandes e fascinados, captavam cada mínimo detalhe da paisagem, como se quisesse absorver toda a beleza ao redor.

À sua frente, as majestosas árvores de sakura estendiam seus galhos carregados de flores delicadas, suas pétalas capturando a luz suave da manhã e reluzindo como pequenos fragmentos de um sonho etéreo. Uma brisa fresca serpenteava entre os troncos, espalhando pelo ar um perfume adocicado e fazendo com que algumas pétalas se desprendessem, flutuando preguiçosamente antes de repousarem sobre o chão.

Era como se a própria primavera estivesse sussurrando segredos ao vento, adornando o mundo com um véu cor-de-rosa que tornava tudo irreal—não, mágico.

Lucila inspirou fundo, os pulmões se enchendo do perfume floral. Talvez, só talvez, houvesse algo de especial em momentos assim. Algo que… quem sabe, não precisasse de explicação racional alguma.

Lu, aqui!! — Levi ergueu-se do chão e acenou animadamente, indicando onde estavam reunidos. No meio de todos aqueles grupos espalhados pelo parque, seu pequeno círculo de amigos se destacava com risadas soltas e a tranquilidade de quem se sentia em casa.

Levi, pessoal!! — Lucy chamou de volta, apressando o passo na direção deles.

Sobre uma grande toalha de piquenique, todos estavam confortavelmente acomodados, contemplando o espetáculo das sakuras em plena floração. Um festival de cores e brisas perfumadas pairava ao redor, e a loira sentiu um pequeno calor no peito — aquele tipo de sensação que tornava o momento especial, por mais simples que fosse.

Foi recebida com sorrisos e acenos afetuosos. Eliza e Jellahni foram os primeiros a saudá-la, seguidos por Grayson, Julia e depois Gael — Lucila ficou em dúvida quanto a se o gesto desse último em específico, poderia ser considerado um cumprimento.

Um pequeno detalhe que Lucy não podia ignorar, era que todos ali eram assumidamente casais. Todos, sem exceção. Não podia mentir, era um pouquinho incômodo. Não que se importasse de verdade — não a ponto de transformar isso em um problema. Seus amigos eram discretos quando se tratava de demonstrações de afeto romântico, sempre muito atentos para não deixá-la no papel de mera espectadora solitária do amor alheio. Mesmo assim, por mais que apreciasse a consideração, a sensação de “solitude” ainda pairava no ar.

Não era uma desesperada à procura de um romance. De jeito nenhum. Não fazia o tipo de garota que via o amor como a peça-chave da felicidade, tampouco se afogava em devaneios sobre paixões arrebatadoras. Gostava de pensar que era prática, realista. Sua vida era boa como estava — repleta de pequenas conquistas, liberdade, um futuro promissor.

E ainda assim…

Ainda assim, às vezes, sentia uma leve inquietação.

Tinha vinte anos e jamais se apaixonara. Nunca experimentara aquela certeza arrebatadora de que alguém era “o certo” para si, nem tampouco recebera uma confissão sincera que fizesse seu coração disparar.

Exceto…

Lucila fechou a expressão antes que um nome lhe escapasse do pensamento. Não valia a pena se prender à lembrança de algo tão fugaz. Ele fora um vislumbre, um instante efêmero em sua vida. Um encontro bonito, sim, mas tão passageiro quanto as pétalas que o vento carregava sem rumo certo.

E se o amor era isso — uma ilusão delicada e volátil —, talvez fosse melhor continuar sem ele. 

Olhando para todos os casais diante de si, Lucila sentiu uma pontada de algo que não queria chamar de inveja — mas que, talvez, não estivesse tão distante disso.

Gael e Levine foram os primeiros a se assumirem. Era curioso como pareciam completos opostos. Ele, alto, moreno, de presença imponente, com longos cabelos, piercings e uma energia crua de alguém que vivia para o rock’n’roll. Ela, pequena ao extremo, dona de uma delicadeza quase etérea, com seus cabelos azul pastel e seu amor por livros, sempre envolvida em um universo silencioso dentro da biblioteca da cidade. Dois mundos que, à primeira vista, não tinham razão para se cruzar.

Mas cruzaram. 

Gael, apesar da aparência robusta, era um cara surpreendentemente tranquilo. Gostava de gatos, de consertar coisas, de passar horas dedilhando sua guitarra. E, acima de tudo, gostava de Levine. Lucy percebia isso nos detalhes — no jeito como seus olhos brilhavam com uma ternura discreta sempre que olhava para a namorada, no modo como sua postura naturalmente se suavizava ao lado dela.

Já Levine não fazia questão alguma de esconder seus sentimentos. A felicidade estava estampada em seu rosto sempre que estava perto de Gael, como se o mundo inteiro pudesse ver o quanto ela o admirava. Ele era seu refúgio, e ela, sua calmaria.

Eram uns fofos.

Lucy Lucila suspirou, desviando o olhar. Não era como se quisesse exatamente aquilo para si, claro. Era só que… bem, era bonito de ver.

E, talvez, uma parte dela se perguntasse como seria estar daquele lado da história.

E aí, Lucy! — disse Gray, dando um sorriso torto enquanto Lucila se acomodava ao seu lado na grama.

Já fazem dias que não te vejo, Lucy — Levine comentou, os olhos gentis demonstrando sincero afeto. — Estava com saudades.

Lucila sorriu com ternura. Levine era uma das razões pelas quais passava tanto tempo na biblioteca — além dos livros, claro. Ao longo das incontáveis visitas, a bibliotecária tornou-se uma verdadeira amiga.

Own!! Eu também! De todos vocês — sorriu, englobando todos ali presentes — Mas venho estado bastante ocupada com as coisas da vida e com o projeto do meu livro.

Relaxa, Lucy! A gente entende como essas coisas são — disse Eliza — Qual é o enredo da vez? — perguntou, inclinando-se para frente com interesse genuíno.

A ruiva não era exatamente fã de leitura, mas sempre demonstrava apoio incondicional às paixões da amiga. Era o tipo de pessoa com quem se podia contar para qualquer coisa.

Lucila respirou fundo e começou a narrar, gesticulando enquanto falava. Sua história se passava em um reino fantástico onde a magia não era apenas real, mas também a base da sobrevivência. Explicou sobre os protagonistas: uma garota de dezessete anos capaz de invocar os espíritos zodiacais e um garoto da mesma idade que, tendo sido adotado por um dragão na infância, podia controlar e criar fogo.

Falou das dificuldades criativas que enfrentava nas primeiras páginas, do esqueleto da trama ainda indefinido e, ao ser questionada sobre um possível romance, descartou a ideia com uma convicção que talvez não fosse tão firme quanto aparentava.

Não, não... O foco não é esse. Quero ação, drama, aventura... algo que fale sobre companheirismo, fé, altruísmo. Eles são amigos, e é isso. Ainda são jovens, têm muito a descobrir sobre a vida. Tudo o que querem é liberdade e felicidade... Juntos. Como qualquer melhor amigo desejaria. 

A última frase saiu mais lenta do que pretendia.

Houve um breve silêncio, então Jellahni, namorado de Eliza, comentou com um meio sorriso:

Parece promissor. Mal posso esperar para ler.

O casal estava sentado lado a lado, as mãos discretamente entrelaçadas. Dentre todos, eram os mais reservados — e os que estavam juntos há mais tempo. O sentimento entre eles remontava à infância, muito antes de Lucila conhecê-los. Havia uma serenidade neles, uma estabilidade tranquila que os outros casais ainda não tinham.

Provavelmente noivariam dali a alguns meses.

Julia também achou! — comentou a própria, com seu habitual tom leve de quem se refere a si mesma na terceira pessoa. — Julia ama histórias com aventura, mas confessa que gostaria ainda mais se tivesse um toque de romance!

Lucila murmurou um agradecimento, sorrindo, e observou a garota de cabelos azuis abraçar Grayson pelo ombro. Ele coçou a garganta, visivelmente um pouco constrangido — mas não parecia incomodado com o gesto afetuoso.

Ali estava mais um casal feliz. Lucila se pegou lembrando do momento em que conheceu Julia, antes de se tornar namorada de Grayson. Na época, a garota era tímida e insegura, um contraste com a confiança que exalava agora. Durante a infância, Julia sofreu com a rejeição dos outros, como uma sombra persistente que a acompanhava, e isso a deixava ainda mais reservada. Mesmo com a sua beleza estonteante — cabelos e olhos azuis como o céu mais profundo —, ela frequentemente se frustrava quando não conseguia alcançar seus objetivos.

Mas, ao contrário do que muitos fariam, Julia não se entregava ao desânimo. Sua determinação sempre foi sua maior aliada, a força que a impulsionava a superar cada obstáculo. E foi com essa mesma força que, numa tarde serena no parque, Julia teve coragem de confessar seu amor por Grayson, chamando-o de “Grayson-sama” e beijando-o. O resultado foi imediato e doce: ele também a amava.

Grayson, por outro lado, era um amigo de longa data de Lucila. Embora não o achasse extraordinário, ela nunca questionara o amor de Julia por ele. Conhecia bem os defeitos e as peculiaridades de Grayson — como o hábito de se despir aleatoriamente, sem sequer perceber. Ainda assim, não podia negar o valor de sua amizade. Defendia-o com fervor, mesmo quando sua infantilidade a deixava exasperada. Ele, por mais imaturo e impulsivo que fosse, era, sem dúvida, um rapaz de boa índole.

E, curiosamente, ao lado de Julia, Grayson se transformava. Tornava-se o cavalheiro que ela sempre desejara, mais atento, mais cuidadoso, tentando ser a melhor versão de si mesmo quando estava com ela.

Lucila se pegou questionando como seria se estivesse também apaixonada. De repente, uma imagem veio à sua mente, nítida como uma fotografia: o rosto de Natsuhiko.

Aquelas lembranças a envolveram, e ela se perdeu por um momento em seus próprios pensamentos, imaginando como seria estar nos mesmos passos de Julia — tão corajosa, tão certa de seus sentimentos. 

O resto da tarde seguiu seu curso tranquilo, com conversas descontraídas, risos e risadas compartilhadas, lanches e bebidas gaseificadas, enquanto todos se deliciavam com as brincadeiras e a observação das flores. O dia era simples, mas no fundo Lucila sentia que ali, em meio aos amigos e ao carinho deles, o mundo parecia mais suave. 

 ༻❁༺ 

O sol já se inclinava no horizonte quando Lucy se despediu dos amigos. O riso ainda pairava no ar, misturado ao cheiro doce das flores e à brisa suave do entardecer. Havia sido uma tarde agradável, repleta de conversas despreocupadas, pequenas brincadeiras e a sensação reconfortante de pertencer a uma família. No entanto, conforme o grupo se dispersava, ela percebeu que, apesar de tudo, um vago sentimento de vazio ainda a acompanhava.

Com um aceno final, virou-se e começou a caminhar sozinha. Não sentia pressa de voltar para casa. O céu tingia-se de dourado e lilás, e as primeiras luzes da cidade já tremulavam ao longe. Havia uma beleza melancólica naquele instante — uma que lhe dava vontade de desacelerar, de prolongar o momento, de tentar entender o que exatamente a inquietava. 

Seguiu por um caminho mais afastado, onde o movimento de pessoas era menor. O parque, antes tão vivo com a presença dos amigos, agora se tornava um refúgio silencioso, propício para seus pensamentos. O farfalhar das folhas sob seus pés e o vento brincando com as pontas soltas de seu cabelo pareciam preencher o silêncio que se instalava dentro dela. 

Seguia uma rota pré estabelecida em sua mente, deixando os pés a guiarem por entre as sombras alongadas das árvores. O parque, agora mais tranquilo, parecia envolto em uma aura quase etérea, como se a própria natureza estivesse desacelerando para receber a noite.

Então, ela o viu.

Natsuhiko estava a poucos metros, parado sob a luz suave do entardecer. O sol poente filtrava-se pelas folhas das árvores, criando pequenos focos dourados que dançavam sobre ele. Os raios tocavam seus cabelos rosados, fazendo-os brilhar como seda ao fogo, uma cor viva e quente que contrastava com o céu em tons de lilás e azul.

E ela não conseguiu evitar. E parou. Algo dentro dela se apertou, um calor inesperado que subiu até o rosto. Ele parecia distraído, talvez perdido em pensamentos, sem perceber que estava imerso em uma moldura de luz e sombra que o tornava ainda mais... intocável.

Era curioso como, mesmo depois de tanto tempo, ele ainda conseguia despertar nela aquela mistura de fascínio e hesitação. Não era apenas pela aparência — era pela forma como sua presença preenchia o espaço, como se tivesse sido colocado ali pelo próprio destino, apenas para que ela o visse daquele jeito, naquele instante.

Seu coração bateu mais forte, e, por um segundo, o mundo inteiro pareceu ficar em silêncio.

Lucy poderia chamá-lo. Poderia caminhar até ele, fingir um encontro casual, inventar uma desculpa qualquer só para ver de perto o reflexo dourado nos olhos dele. Mas permaneceu onde estava, incapaz de decidir entre o desejo de se aproximar e o medo de perturbar a cena que parecia tirada de um sonho.

Então, antes que pudesse decidir, o vento soprou mais forte, balançando as folhas acima deles e dissipando o feixe de luz sobre Natsu. O momento se quebrou, como um espelho trincado por um toque sutil.

Naquele momento Natsu levantou o rosto e seus olhos encontraram os de Lucy. 

Foi um choque silencioso, como se o próprio tempo segurasse a respiração. Ela não soube dizer quem hesitou primeiro, mas não houve desvio, não houve fuga. Os olhos dele — de um tom entre âmbar e pôr do sol — se fixaram nos dela com uma intensidade que a fez estremecer por dentro. Então, ele sorriu.

Era um sorriso aberto, desarmado, que transbordava alegria genuína, como se sua simples presença fosse motivo suficiente para iluminar sua expressão. Lucy sentiu o coração vacilar. Algo dentro dela se apertou, não de dor, mas de uma vulnerabilidade tão crua que quase doía. 

Antes que pudesse reagir, Natsu já estava se aproximando, atravessando a distância entre eles sem hesitação. Havia algo nele — naquela maneira confiante e ao mesmo tempo acolhedora — que fazia com que a realidade ao redor se tornasse um borrão.

Lucy... — A voz dele saiu quase como um suspiro, carregada de algo que ela não soube definir. — Eu queria tanto te ver.

Ela piscou, tentando organizar os pensamentos que pareciam se dispersar como folhas ao vento. 

Queria? — Sua própria voz soou fraca, como se não pertencesse a ela. 

Sim. — Ele riu baixinho, coçando a nuca de leve. — Você sumiu. Eu... eu senti sua falta. 

Lucy abaixou o olhar, sentindo uma avalanche de emoções que não sabia como nomear. Não era assim que as coisas aconteciam na vida real. Não com ela.

Mas ali, naquele instante, naquele encontro entre olhares e palavras ditas sem peso, tudo parecia tão fácil. Como se esse fosse o desfecho natural de algo que ela sempre desejou, mas nunca ousou reivindicar. 

E então, de repente, veio o silêncio. 

Natsu a observou por um instante longo demais, e Lucy sentiu a respiração vacilar. A brisa noturna passou entre eles, bagunçando os fios de seu cabelo, e ela teve a estranha sensação de que algo estava prestes a mudar.

Lucy... — Ele disse, e seu tom agora era diferente. Mais profundo. Mais certo. — Eu... gosto de você.

PRÓXIMO CAPÍTULO 🢂

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